domingo, 11 de agosto de 2019

A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª)


A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª)
2ª posição na Classificação de países por perseguição









Dados gerais

Capital
Cabul
Governo
República islâmica, chefiada pelo presidente Ashraf Ghani Ahmadzai desde 21 de setembro de 2014
População
36,4 milhões (2017 Banco Mundial)
População cristã
milhares
Área
652.090 km2
Localização
Centro-sul da Ásia, sem saída para o mar
Idiomas
Dari, pashto, uzbeque e turcomano
Religião
Islamismo 99,7%, cristianismo 0,01%
Perseguição
Opressão islâmica
Restrições
Não há leis que proíbam a prática de outras religiões e nem a evangelização, no entanto, a conversão do islamismo é considerada apostasia e pode ser punida com pena de morte. 

MOTIVOS PERMANENTES DE ORAÇÃO POR ESTE PAÍS
1. Ore pelo povo afegão, em especial pelas crianças. Que elas cresçam em um ambiente pacífico, e tenham oportunidades de estudar.
2. Ore por obreiros cristãos afegãos e estrangeiros que se dedicam ao ensino espiritual e secular do povo.
3. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.
4. Agradeça pela tradução da Bíblia em dari. Que muitos afegãos tenham condições de adquirir um exemplar das Escrituras para si.
5. Ore pelas eleições governamentais do país e pelo futuro líder. Que ele seja um instrumento de Deus para trazer paz ao seu povo.
6. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.
7. Cristãos ex-muçulmanos enfrentam forte pressão da família e comunidade para negar a fé cristã. Dependendo da tradição da família, alguns até temem pela própria vida. Viver abertamente como um cristão não é possível. Ore por coragem e proteção aos cristãos afegãos.
8. A República Islâmica do Afeganistão não permite a conversão do islã a outras religiões. A prática é vista como apostasia e traz vergonha para a família e para a comunidade. Interceda para que haja mudança nas leis do país e que exista liberdade religiosa.
9. O nível crescente de violência cria um sentimento geral de insegurança e não há sinais de melhoria para o futuro. Ore por estabilidade e paz no Afeganistão.

A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

 Oficialmente, não há cristãos neste país de massiva maioria muçulmana, além de militares internacionais, diplomatas e trabalhadores de ONGs. Os cristãos nativos (em especial ex-muçulmanos) se escondem ao máximo.
Afirma-se que, no porão da embaixada italiana, ainda haja uma igreja legalmente reconhecida – a única no país – mas não é publicamente acessível e, portanto, só serve cristãos estrangeiros.
Não existem denominações no Afeganistão. A Portas Abertas registra a presença de seguidores de Cristo individuais e pequenos grupos de cristãos, mas nenhuma igreja organizada, estrangeira e de nativos. Assim, prefere não dar um número exato, já que a conversão é uma decisão muito perigosa tomada pelos ex-muçulmanos. Há inúmeras congregações de cristãos afegãos no exterior, segundo relatado pelo jornal The Guardian em 2010.
A crescente influência do Estado Islâmico e a criação da Província Islâmica do Estado de Khorasan enfatizaram mais uma vez que o Afeganistão não carece de grupos radicais que desprezam qualquer ensinamento cristão, e não hesitam em atacar tudo que se perceba como cristão.
Cristãos estrangeiros continuam sendo alvos de militantes islâmicos, mesmo que eles não testemunhem explicitamente a fé cristã, mas sejam empregados por instituições de caridade motivadas pela fé cristã.
O termo “sociedade civil” é praticamente desconhecido, de modo que os grupos de pressão que cuidam do desenvolvimento social, das questões das mulheres, das minorias ou dos direitos humanos influenciarão pouco para o desenvolvimento político do país.
Os grupos que apoiam o Estado de Direito, a participação no processo político ou a responsabilidade governamental, são rapidamente suspeitos de serem agentes da comunidade internacional, promovendo a agenda do Ocidente. Essas acusações não são apenas do governo, mas também da sociedade.
Essa mentalidade torna mais fácil para qualquer tipo de insurgentes mobilizarem um grande número da população a se opor a “ocupantes estrangeiros” que são rotulados como não fiéis. Isso parece aplicar-se também às organizações não governamentais ocidentais que trabalham no país, incluindo os poucos cristãos. 
Ser um cristão afegão significa ter coragem, chamado e obediência. Quando você nasce no Afeganistão, você já é considerado muçulmano; portanto, é como se não houvesse escolha do que – ou a quem – seguir.
A República Islâmica do Afeganistão não permite que nenhum cidadão afegão se torne cristão nem reconhece os convertidos como tal. A conversão é vista como apostasia e motivo de vergonha para a família e comunidade. Portanto, novos convertidos permanecem como cristãos secretos o quanto podem.
Todos os cristãos de nacionalidade afegã são convertidos de origem muçulmana. Se descobertos, eles enfrentam discriminação e hostilidade (incluindo a morte) nas mãos da família, amigos e comunidade.
A cultura está enraizada nas tradições familiares e tribais. Se alguém se atreve a se voltar contra suas tradições para abraçar algo novo, enfrenta alta pressão para retornar às antigas práticas. Se isso não acontece, tal pessoa é vista como traidora, e consequentemente, excluída.
Uma vez que o Afeganistão é por constituição um estado islâmico, todas as outras religiões são vistas como estranhas ao país e, consequentemente, funcionários do governo têm sido hostis em relação a qualquer sinal de cristianismo. Isso é ainda mais verdadeiro para líderes de grupos étnicos, religiosos e cidadãos.
A comunidade tribal no Afeganistão é muito mais forte e mais importante do que o Estado. Qualquer pessoa que troca a religião pelo cristianismo é vista como alguém que nega as raízes. Na maioria dos casos, a conversão traz vergonha para a família, que fará tudo que estiver ao seu alcance para levar o convertido de volta ao islã. Além disso, militantes islâmicos radicais, como o Estado Islâmico ou os talibãs, estão ampliando o controle e dominando mais de 40% do país.
Em muitos casos, os convertidos são simplesmente considerados loucos, pois ninguém ousar deixar o islã. Se o novo cristão não voltar à antiga fé, pode acabar em um hospital psiquiátrico, violentado por vizinhos e amigos ou ter a casa destruída.
Dependendo da família, ele pode até ser morto. Por outro lado, quando a família testemunha o poder de Cristo na vida do parente convertido a Cristo pode acontecer de toda a família também se converter. Nesses casos, isso deve ser mantido em secreto. Devido à pressão extrema, alguns cristãos têm de sair do país.
Todos os atos de adoração colocam os cristãos em risco. À medida que todas as "mudanças" religiosas são notadas e relatadas, isso geralmente significa que as famílias precisam se deslocar pela pressão da vizinhança e influência do grupo Talibã ou do Estado Islâmico.
O assassinato de uma alemã e o sequestro de uma cidadã finlandesa em maio de 2017 (ambas mulheres que trabalhavam para a agência de ajuda sueca, Operation Mercy, em Cabul), mostra o perigo que enfrentam os cristãos no país. Não está claro se as vítimas foram atacadas porque eram vistas como missionárias cristãs.
Fonte: Portas Abertas
Link para informações completas sobre este país: https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/afeganistao

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