domingo, 11 de agosto de 2019

A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª)


A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª)
2ª posição na Classificação de países por perseguição









Dados gerais

Capital
Cabul
Governo
República islâmica, chefiada pelo presidente Ashraf Ghani Ahmadzai desde 21 de setembro de 2014
População
36,4 milhões (2017 Banco Mundial)
População cristã
milhares
Área
652.090 km2
Localização
Centro-sul da Ásia, sem saída para o mar
Idiomas
Dari, pashto, uzbeque e turcomano
Religião
Islamismo 99,7%, cristianismo 0,01%
Perseguição
Opressão islâmica
Restrições
Não há leis que proíbam a prática de outras religiões e nem a evangelização, no entanto, a conversão do islamismo é considerada apostasia e pode ser punida com pena de morte. 

MOTIVOS PERMANENTES DE ORAÇÃO POR ESTE PAÍS
1. Ore pelo povo afegão, em especial pelas crianças. Que elas cresçam em um ambiente pacífico, e tenham oportunidades de estudar.
2. Ore por obreiros cristãos afegãos e estrangeiros que se dedicam ao ensino espiritual e secular do povo.
3. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.
4. Agradeça pela tradução da Bíblia em dari. Que muitos afegãos tenham condições de adquirir um exemplar das Escrituras para si.
5. Ore pelas eleições governamentais do país e pelo futuro líder. Que ele seja um instrumento de Deus para trazer paz ao seu povo.
6. Interceda pelos missionários envolvidos em ajuda humanitária e capacitação profissional dos afegãos. Eles correm riscos cada vez maiores de serem sequestrados e assassinados. Peça a proteção e a sabedoria de Deus para eles e suas agências.
7. Cristãos ex-muçulmanos enfrentam forte pressão da família e comunidade para negar a fé cristã. Dependendo da tradição da família, alguns até temem pela própria vida. Viver abertamente como um cristão não é possível. Ore por coragem e proteção aos cristãos afegãos.
8. A República Islâmica do Afeganistão não permite a conversão do islã a outras religiões. A prática é vista como apostasia e traz vergonha para a família e para a comunidade. Interceda para que haja mudança nas leis do país e que exista liberdade religiosa.
9. O nível crescente de violência cria um sentimento geral de insegurança e não há sinais de melhoria para o futuro. Ore por estabilidade e paz no Afeganistão.

A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS

 Oficialmente, não há cristãos neste país de massiva maioria muçulmana, além de militares internacionais, diplomatas e trabalhadores de ONGs. Os cristãos nativos (em especial ex-muçulmanos) se escondem ao máximo.
Afirma-se que, no porão da embaixada italiana, ainda haja uma igreja legalmente reconhecida – a única no país – mas não é publicamente acessível e, portanto, só serve cristãos estrangeiros.
Não existem denominações no Afeganistão. A Portas Abertas registra a presença de seguidores de Cristo individuais e pequenos grupos de cristãos, mas nenhuma igreja organizada, estrangeira e de nativos. Assim, prefere não dar um número exato, já que a conversão é uma decisão muito perigosa tomada pelos ex-muçulmanos. Há inúmeras congregações de cristãos afegãos no exterior, segundo relatado pelo jornal The Guardian em 2010.
A crescente influência do Estado Islâmico e a criação da Província Islâmica do Estado de Khorasan enfatizaram mais uma vez que o Afeganistão não carece de grupos radicais que desprezam qualquer ensinamento cristão, e não hesitam em atacar tudo que se perceba como cristão.
Cristãos estrangeiros continuam sendo alvos de militantes islâmicos, mesmo que eles não testemunhem explicitamente a fé cristã, mas sejam empregados por instituições de caridade motivadas pela fé cristã.
O termo “sociedade civil” é praticamente desconhecido, de modo que os grupos de pressão que cuidam do desenvolvimento social, das questões das mulheres, das minorias ou dos direitos humanos influenciarão pouco para o desenvolvimento político do país.
Os grupos que apoiam o Estado de Direito, a participação no processo político ou a responsabilidade governamental, são rapidamente suspeitos de serem agentes da comunidade internacional, promovendo a agenda do Ocidente. Essas acusações não são apenas do governo, mas também da sociedade.
Essa mentalidade torna mais fácil para qualquer tipo de insurgentes mobilizarem um grande número da população a se opor a “ocupantes estrangeiros” que são rotulados como não fiéis. Isso parece aplicar-se também às organizações não governamentais ocidentais que trabalham no país, incluindo os poucos cristãos. 
Ser um cristão afegão significa ter coragem, chamado e obediência. Quando você nasce no Afeganistão, você já é considerado muçulmano; portanto, é como se não houvesse escolha do que – ou a quem – seguir.
A República Islâmica do Afeganistão não permite que nenhum cidadão afegão se torne cristão nem reconhece os convertidos como tal. A conversão é vista como apostasia e motivo de vergonha para a família e comunidade. Portanto, novos convertidos permanecem como cristãos secretos o quanto podem.
Todos os cristãos de nacionalidade afegã são convertidos de origem muçulmana. Se descobertos, eles enfrentam discriminação e hostilidade (incluindo a morte) nas mãos da família, amigos e comunidade.
A cultura está enraizada nas tradições familiares e tribais. Se alguém se atreve a se voltar contra suas tradições para abraçar algo novo, enfrenta alta pressão para retornar às antigas práticas. Se isso não acontece, tal pessoa é vista como traidora, e consequentemente, excluída.
Uma vez que o Afeganistão é por constituição um estado islâmico, todas as outras religiões são vistas como estranhas ao país e, consequentemente, funcionários do governo têm sido hostis em relação a qualquer sinal de cristianismo. Isso é ainda mais verdadeiro para líderes de grupos étnicos, religiosos e cidadãos.
A comunidade tribal no Afeganistão é muito mais forte e mais importante do que o Estado. Qualquer pessoa que troca a religião pelo cristianismo é vista como alguém que nega as raízes. Na maioria dos casos, a conversão traz vergonha para a família, que fará tudo que estiver ao seu alcance para levar o convertido de volta ao islã. Além disso, militantes islâmicos radicais, como o Estado Islâmico ou os talibãs, estão ampliando o controle e dominando mais de 40% do país.
Em muitos casos, os convertidos são simplesmente considerados loucos, pois ninguém ousar deixar o islã. Se o novo cristão não voltar à antiga fé, pode acabar em um hospital psiquiátrico, violentado por vizinhos e amigos ou ter a casa destruída.
Dependendo da família, ele pode até ser morto. Por outro lado, quando a família testemunha o poder de Cristo na vida do parente convertido a Cristo pode acontecer de toda a família também se converter. Nesses casos, isso deve ser mantido em secreto. Devido à pressão extrema, alguns cristãos têm de sair do país.
Todos os atos de adoração colocam os cristãos em risco. À medida que todas as "mudanças" religiosas são notadas e relatadas, isso geralmente significa que as famílias precisam se deslocar pela pressão da vizinhança e influência do grupo Talibã ou do Estado Islâmico.
O assassinato de uma alemã e o sequestro de uma cidadã finlandesa em maio de 2017 (ambas mulheres que trabalhavam para a agência de ajuda sueca, Operation Mercy, em Cabul), mostra o perigo que enfrentam os cristãos no país. Não está claro se as vítimas foram atacadas porque eram vistas como missionárias cristãs.
Fonte: Portas Abertas
Link para informações completas sobre este país: https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/afeganistao

A Igreja Perseguida na Albânia


A Igreja Perseguida na Albânia
Não aparece Classificação de países por perseguição










Dados Gerais

Capital
Tirana
Governo
República parlamentarista unitária – Presidente: Ilir Meta
População
2.876 milhões
População Cristã
909 mil
Área
28.748 km2 – IDH 0,785 (68º)
Localização
Sudeste Europa
Idioma
Albanês
Religião
Islamismo 61,9%, Cristianismo 31,6%, agnósticos 5,8%


Motivos permanentes de oração por este país

A Igreja Perseguida em Angola (69ª)


A Igreja Perseguida em Angola (69ª)
69ª posição na classificação da perseguição religiosa

Angola, oficialmente República de Angola, é um país da costa ocidental da África, cujo território principal é limitado a norte e a nordeste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colônia britânica de Santa Helena.














Dados Gerais

Capital
Luanda
Governo
República presidencialista, presidente: João Lourenço
População
29.310 milhões
Área
1.246.700 km2
Localização
Costa Ocidental da África
Idioma
Português - (o KikongoChokweUmbunduKimbunduNganguela e Kwanyama têm status de línguas nacionais)
Religião
Cristianismo 98%, islamismo 1% , outras 1%
Perseguição
Alguns problemas



MOTIVOS DE ORAÇÃO
Há preocupações na Angola após ser aprovada uma nova lei que regula­menta a liberdade religiosa. Ore para que ela não divida a igreja e que o governo possa mudar de opinião.


Notícias

Angola irá fechar igrejas que não são legalmente reconhecidas

Com a extinção das plataformas ecumênicas, as igrejas terão mais dificuldades para estar dentro dos requisitos legais.

O governo de Angola irá fechar as igrejas que não são legalmente reconhecidas a partir de novembro, através da extinção de plataformas que possibilitam o funcionamento de denominações que não estão dentro dos requisitos.
Segundo estimativas oficiais, cerca de 1.220 denominações religiosas não são reconhecidas, mas o número pode ser muito maior. Apenas 81 igrejas estão dentro dos requisitos legais em Angola.
As plataformas ecumênicas foram criadas para agrupar e ajudar no processo de reconhecimento das igrejas que atuavam à margem da lei. Seis plataformas ecumênicas estavam ativas na Angola para organizar o exercício religioso.
Entre elas, estão o Conselho de Reavivamento em Angola (CIRA), União das Igrejas do Espírito Santo (UIESA), Fórum Cristão Angolano (FCA), Aliança das Igrejas Africanas (AIA), Igreja de Coligação Cristã (ICCA) e Convenção Nacional de Igrejas Cristãs em Angola (CONICA).
O decreto Executivo Conjunto 01/2018, que revoga a lei das plataformas ecumênicas, foi apresentado no dia 5 de outubro pelos ministérios angolanos do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura.
De acordo com o documento, as denominações cujos processos tenham resultado de desmembramento, cisão e que exerçam atividade religiosa que vão contra a lei e os bons costumes, devem, nos próximos 30 dias a partir de sua publicação, “suprimir as inconformidades”.
O decreto determina que as igrejas não reconhecidas, que possuam requisitos mínimos para o seu reconhecimento, devem se submeter às medidas do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), órgão do Ministério da Cultura.
Um dos requisitos que dificultam a conformidade legal das igrejas está na Lei nº 2 /04 de 21 de Maio, que diz que a denominação religiosa “deve ser subscrita por um mínimo de 100 mil fiéis, devendo as assinaturas serem reconhecidas no notário e recolhidas num mínimo de 2 terços do total das províncias”.
Já as confissões religiosas reconhecidas, “devem atuar nos marcos da lei e dos bons costumes” e “abster-se de realizar propaganda enganosa nos cultos, práticas e atos que atentam contra os direitos econômicos, sociais e culturais dos cidadãos”.
Fonte: Guia-me 23 OUTUBRO DE 2018

Mais de 2 mil igrejas são fechadas em Angola, após ação do governo
Outras mil podem ver seu fim em breve

Desde agosto, quando o governo de Angola aprovou uma lei para regularização da atividade religiosa no país, as igrejas evangélicas estão sob ameaça. Por determinação do gabinete do presidente João Lourenço, haverá maior controle sobre os locais de culto.
Pastores dizem que é uma severa limitação de sua liberdade religiosa. Segundo a Portas Abertas, mais de 2 mil igrejas já foram fechadas e mais de mil igrejas irregulares ainda poderão ser fechadas em novembro.
O governo socialista angolano havia deu um ultimato de 30 dias para que ocorresse a “regularização” dos espaços de culto. As que não se encaixarem nas exigências serão fechadas.
O diretor para assuntos religiosos, Francisco de Castro Maria, afirmou que: “O número de igrejas ilegais no país chegou a 4 mil. Todas as igrejas ilegais têm até o próximo mês para mudar seus status”.
O Jornal de Angola explica que, na compreensão do governo angolano, “algumas seitas religiosas andam a desvirtuar a doutrina bíblica, violando os preceitos de sã convivência no seio das comunidades, assim como alteram os hábitos e costumes dos povos, colocando em perigo o bem-estar da população”. A medida não afetou a Igreja Católica no país.
A partir de agora, para uma denominação evangélica continuar existindo, ela precisa reunir 100 mil assinaturas. Com isso, dezenas de igrejas pequenas tiveram forçosamente que se tornar uma só. Os pastores só poderão pregar se tiverem graduação em teologia, algo fora da realidade de um país com sérios problemas na área da educação.
A chamada “Operação Resgate” está em curso e o exército está envolvido, uma vez que o Ministério da Cultura insiste que a atuação de muitas confissões religiosas ilegais “coloca em perigo a segurança do país”. Algumas mesquitas islâmicas também tiveram as portas fechadas.
Dos 1.116 ministérios existentes no país, apenas 83 igrejas estão plenamente legalizadas. Dados do Governo indicam que 50% das igrejas do país são ‘estrangeiras’, sendo lideradas por missionários que vieram do Brasil, da Nigéria e do Senegal.
Fonte : Gospelprime -14 de novembro de 2018


 

A Igreja Perseguida na Arábia Saudita (15°)


A Igreja Perseguida na Arábia Saudita (15°)
15ª posição na Classificação de países por perseguição











Dados gerais

Capital
Riad
Governo
Monarquia absolutista islâmica, governada pelo rei Salman bin Abdulaziz al-Saud
População
33.5 milhões
População cristã
1.4 milhão
Área
2.149.690 km2
Localização
Oriente Médio
Idioma
Árabe
Religião
Islamismo 100%
Perseguição
Opressão islâmica
Restrições
Conversões são punidas com a morte. Penas para o ato de evangelizar incluem detenções e execuções. Participação em cultos pode levar à prisão ou deportação

Motivos Permanentes de oração por este país.
1. A Igreja sofre em função das relações pouco amistosas com o islamismo. Ore pelo retorno das boas relações entre os líderes islâmicos e os cristãos, o que permitiria a entrada de mais trabalhadores cristãos no país.
2. Os trabalhadores estrangeiros não podem realizar cultos. No entanto, realizam-se muitas reuniões secretas e clandestinas que o governo finge ignorar. Ore para que as reuniões realizadas por esses pequenos grupos continuem a ser toleradas e sejam uma fonte eficaz de testemunho e comunhão.
3. Os muçulmanos convertidos ao cristianismo são vítimas das piores punições. Um saudita convertido ao cristianismo é considerado um apóstata e pode ser punido com a pena de morte. O rei mantém uma polícia religiosa secreta extremamente comprometida com a manutenção da tradição islâmica. Os muçulmanos que se interessam pelo cristianismo enfrentam severas consequências, entre as quais a mais branda é o completo isolamento de familiares, amigos, colegas de trabalho e da própria sociedade. Ore e peça que Deus dê coragem aos novos convertidos, capacitando-os a enfrentar a perseguição pelo amor ao evangelho.
4. A Igreja não pode evangelizar. A literatura cristã é terminantemente proibida e visitantes não-muçulmanos não podem adentrar os limites da cidade sagrada de Meca sob pena de condenação à morte.
5. Asiáticos cristãos sofrem duras consequências por suas atividades. Cristãos filipinos, em particular, têm sido bem sucedidos em seus testemunhos. Eles chegam ao país para trabalhar em empregos humildes, como cozinheiros e empregados domésticos, e têm conseguido evangelizar seus empregadores com êxito. Ore pela segurança destes trabalhadores asiáticos e pelo sucesso de suas tentativas evangelísticas.
6. Ore por cristãos isolados de toda a Arábia Saudita, pela falta de comunhão e comunidade. Além disso, eles sempre lidam com muita pressão da sociedade e família para abandonar a fé, com medo da fé ser descoberta.
7. Ore para que os cristãos sauditas encontrem formas de compartilhar a verdade com os membros da família, e peça que procurem a verdade e não respondam com ira.
8. O Reino Deserto é definido pelo wahabismo, uma interpretação puritana e rigorosa do islamismo. É proibido praticar abertamente outras religiões.
9. Conversões são passíveis de morte. Ore para que os muçulmanos sauditas conheçam a Jesus.


A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS
             O Reino do Deserto controla as cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina (lugares de nascimento e repouso de Maomé, o profeta do islã) e é definido pelo wahhabismo, uma interpretação pura e rigorosa do islã. Meca recebe milhões de visitantes de Haje, peregrinação religiosa realizada à cidade de Meca todos os anos por muçulmanos; essa peregrinação é um dos cinco pilares do islamismo. Não muçulmanos não podem entrar em Meca. Outras religiões não podem ser praticadas abertamente.
            Existe uma minoria xiita que sofre discriminação. A Arábia Saudita financia grandes esforços missionários além de suas próprias fronteiras, através da organização missionária islâmica Muslim World League, com sede em Meca. A literatura e os missionários proselitistas islâmicos estão sendo enviados para o exterior e a construção de mesquitas wahhabi é financiada por meio de dólares do petróleo. Além disso, o país patrocina instituições acadêmicas na condição de que centros de estudos islâmicos sejam construídos. Além de inúmeras cópias do Alcorão, grandes quantidades de literatura promovendo o ódio contra não muçulmanos também são enviadas para o exterior todos os anos, por exemplo, para países da África, do Sudeste Asiático e mesmo da Europa Ocidental. Além disso, o ódio religioso contra judeus e cristãos ainda é apresentado em livros escolares sauditas, apesar das reformas prometidas.
            Os muçulmanos sunitas sauditas representam de 85% a 90% da população e os xiitas são de 10% a 15%, de acordo com o CIA World Factbook. Os xiitas estão principalmente localizados na Província Oriental e sofrem preconceito e discriminação em relação a serviços públicos e representação equitativa em oportunidades de empregos governamentais, educacionais e públicos, além de questões judiciais.
            Clérigos xiitas e ativistas que defendem a igualdade de tratamento de muçulmanos xiitas arriscam ser detidos e até mesmo executados por acusações de oposição violenta ao governo. De um modo geral, os sentimentos anticristãos e contra qualquer coisa percebida como não muçulmana são comuns entre os cidadãos sauditas. Os convertidos do islã para o cristianismo enfrentam principalmente a pressão da família, que pode até incluir ameaças de morte. Os funcionários do governo criam e mantêm um sistema islâmico estrito, que trata os cristãos como pessoas de segunda classe e nega lugares de culto a qualquer outra religião que não seja o islã.
            Os líderes islâmicos também tentam impor uma lei islâmica rigorosa a todas as pessoas que vão para a Arábia Saudita, incluindo os cristãos. Eles são, na maioria das vezes, um problema para convertidos que ainda são considerados muçulmanos. A maioria dos cristãos na Arábia Saudita são expatriados ou migrantes que vivem e trabalham temporariamente no país. A maioria dos cristãos expatriados vem de países de baixa e média renda, como Índia, Filipinas e países da África, mas também há alguns do Ocidente. Além de serem explorados e mal pagos, os trabalhadores migrantes asiáticos e africanos são regularmente expostos a abusos verbais e físicos por causa da etnia e baixo status, mas a fé cristã também está incluída nisso. Os cristãos expatriados são severamente restritos para compartilhar a fé cristã com os muçulmanos e se reunirem para o culto, o que implica o risco de detenção e deportação. Os poucos cristãos sauditas ex-muçulmanos enfrentam ainda mais pressão. No entanto, o pequeno número de cristãos sauditas tem aumentado e eles também estão se tornando mais ousados, compartilhando a fé cristã com outros pela internet e canais de televisão cristãos por satélite. Essa partilha pública muitas vezes leva a graves repercussões da família ou autoridades.
            Três igrejas domésticas foram fechadas, algumas depois de serem atacadas pela polícia. Doze cristãos foram presos, a maioria deles enquanto estava presente em uma reunião da igreja. Muitos eram cristãos ex-muçulmanos que foram falsamente acusados de ter ligações com grupos extremistas. Todos foram liberados. Um bom número de cristãos foi forçado a deixar o país por razões relacionadas à fé. A maioria desses eram cristãos ex-muçulmanos que receberam ameaças de morte. Alguns eram cristãos migrantes, pois suas permissões de residência não foram prorrogadas após a prisão.
            Como nos anos anteriores, o estupro e o assédio sexual continuam a ser um grande problema na Arábia Saudita. Os cristãos asiáticos e africanos, principalmente empregados que trabalham em casas sauditas, são muito vulneráveis a esse respeito. Segundo os pesquisadores do país, milhares de empregadas domésticas sofrem abuso físico e sexual. Muitos convertidos estão sob forte pressão das famílias e outros têm medo da reação violenta, se a nova fé for descoberta. Embora os convertidos corram um alto risco de serem condenados à morte por apostasia, na medida em que se sabe, não houve execuções oficiais por esse motivo nos últimos tempos. No entanto, o risco de assassinatos extrajurídicos, na tentativa de salvar a honra da família, não pode ser excluído.
 Fonte: Portas Abertas
Link para acessar Informações completas sobre este país: https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/arabia-saudita


A Igreja Perseguida na Argélia (22ª)


A Igreja Perseguida na Argélia (22ª)
22ª posição na Classificação de países por perseguição










Dados gerais

Capital
Argel
Governo
República democrática, governada pelo presidente Abdelaziz Bouteflika desde abril de 1999
População
42 milhões
População cristã
125 mil
Área
2.381.741 km2
Localização
Norte da África
Idiomas
Árabe, dialetos berberes e francês
Religião
Islamismo 99% (sunitas), cristianismo e judaísmo 1%
Perseguição
Opressão islâmica
Restrições
Estrangeiros que evangelizam muçulmanos sofrem duras penas. A importação de material cristão e a legalização de templos são estritamente controladas pelo governo


Motivos permanentes de oração por este país
1. O Decreto 06-03 trouxe dificuldades para a Igreja desde sua implementação em 2006. Ore para que essa lei seja abolida, a fim de que os cristãos argelinos possam praticar sua fé sem medo nem restrições.
2. As tensões têm trazido desunião. Ore pela unidade dos cristãos na Argélia. Peça a Deus para dar sabedoria e um espírito humilde para os líderes das denominações cristãs.
3. Há cristãos argelinos em julgamento, esperando a decisão do juiz. Peça a Deus que faça justiça nesses casos.
4. A situação da Igreja na Argélia parece calma no momento. Mas, a qualquer momento, podem acontecer episódios que desestabilizem a nação. Ore pela paz da Argélia e estabilidade do país.
5. Ore pela unidade dentro da Igreja, principalmente entre os árabes e bérberes, que são duas culturas predominantes nesse país africano.
6. O futuro político permanece incerto na Argélia e parece que o governo tenta preparar a sucessão do presidente Bouteflika. Ore por uma transição suave e sem violência. Peça também para que o “novo” governo seja mais aberto para com os cristãos.
7. Agradeça porque a igreja argelina continua crescendo. Ore pelos novos cristãos das igrejas. Peça que cresçam espiritualmente.
8. Ore pelos cristãos que são perseguidos por suas famílias. Por favor, peça por proteção e que eles amem e perdoem aqueles que os perseguem.

A PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS
            O governo da Argélia descreve sua população como "argelina, muçulmana e árabe". Historicamente, a Argélia é uma mistura étnica de povos da descendência árabe e berbere. Etnicidade e linguagem são questões sensíveis após muitos anos de marginalização do governo da cultura berbere. Hoje, a questão árabe-berbere é mais um caso de identificação de um indivíduo com linguagem e cultura do que uma distinção racial ou étnica.
            Cerca de 20% da população se identifica como berberes e fala idiomas berberes. Os berberes são divididos em vários grupos étnicos, nomeadamente a Cabília (o maior), Chaoui, Mozabites e Touareg. A sociedade na Argélia é dividida desde que os moradores da Cabília são profundamente discriminados. Por exemplo: o problema da habitação na Argélia é pior na região da Cabília, uma vez que o governo recusa deliberadamente a ajudar a região com projetos habitacionais. Outras regiões estão sendo ajudadas com projetos de habitação criados e financiados pelo governo.
            Como na maioria dos países do Norte da África, a Argélia é um país em que os muçulmanos são a maioria esmagadora. De acordo com dados do World Christian Database 2018, cerca de 98.3% dos argelinos são muçulmanos. Quase todos os muçulmanos argelinos são muçulmanos sunitas e há uma pequena comunidade de argelinos que pertencem à seita ibadi do islã. No entanto, a presença do islamismo xiita é insignificante.
            A influência islâmica radical está crescendo. Mas, ao mesmo tempo, a abertura ao evangelho e ao cristianismo está crescendo rapidamente na Argélia. Os cristãos dentro das famílias muçulmanas enfrentam discriminação legal do Estado em questões de status pessoal e hostilidade dentro da própria família.
            Uma forte fonte de perseguição na Argélia é a intolerância de parentes e vizinhos de cristãos ex-muçulmanos, exercendo pressão sobre eles, tornando difícil para os cristãos expressarem sua fé. O Estado também aumenta essa pressão através de suas leis e burocracia administrativa que restringem a liberdade de religião. A perseguição que os cristãos enfrentam também é reforçada pela tensão entre amazighs e árabes, uma vez que a maior parte do crescimento da igreja argelina está ocorrendo na região da Cabília entre os amazighs, também conhecidos como berberes étnicos. A influência e a atividade dos grupos islâmicos radicais na região também são fonte de perigo e perseguição para os cristãos argelinos.
            Os cristãos na Argélia enfrentam várias restrições e desafios que são impostos à sua liberdade de religião, seja pelo Estado ou pela sociedade. Existem leis que regulam o culto não muçulmano e banem a conversão do islamismo, e também há leis de blasfêmia que dificultam aos cristãos compartilhar sua fé por medo de que suas conversas possam ser consideradas blasfêmias.
            Os cristãos também enfrentam rejeição e discriminação em sua vida diária. Membros da família e vizinhos tentam forçar convertidos a aderir às normas islâmicas e seguir os ritos islâmicos. A pressão e o perigo enfrentados pelos cristãos são particularmente elevados nas regiões rurais, que são as mais conservadoras do país. Essas regiões atuaram como uma fortaleza para insurgentes islâmicos na luta contra o governo na década de 1990.
Fonte: Portas Abertas
Link para acessar as informações completas sobre este país: https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/argelia

A Igreja Perseguida na Ásia Central


A Igreja Perseguida na Ásia Central


MOTIVOS DE ORAÇÃO
Na Ásia Central, uma igreja que teve uma situação ilegal durante anos co­meçou a preparar os documentos para o registro oficial do governo. Ore por esta oportunidade, para que o pedido seja aceito.


Ásia Central

Ásia Central é uma região que compreende as estepes, montanhas e desertos entre o leste do mar Cáspio e o centro-oeste da China, entre o norte do Irão e Afeganistão, e o sul da Sibéria, porém nunca houve uma demarcação oficial da área. As mudanças constantes de clima na região forçaram grandes movimentos migratórios de seus habitantes, o que trouxe tribos indo-europeias e hunos para o oeste, arianos e turcos para o norte, entre outros.
A Ásia Central raras vezes esteve unificada sob um governo central. Tal fato ocorreu durante o período de dominação mongol no século XIII.
           
História

A história da Ásia Central tem sido determinada principalmente pelo clima e geografia da região. A aridez da região faz com que a prática da agricultura e a sua distância para o mar a torne muito isolada do comércio. Por conseguinte, apenas se formaram algumas grandes cidades, e a área foi dominada durante milênios pelos povos nômades das estepes.
As relações entre os nômades das estepes e as populações sedentárias da Ásia Central têm sido controversas. O estilo de vida nômade era bem adequado para a prática da guerra e os cavaleiros das estepes estavam entre os povos da segunda maior potência militar do mundo, mas foram limitados pela falta de unidade interna. Nos momentos em que muitas tribos estavam sob o comando de grandes líderes criaram exércitos quase imparáveis, com a invasão da Europa realizada pelos hunos, os ataques de Wu Hu a China e, especialmente, a conquista de grande parte da Eurásia pelos mongóis.
O domínio dos nômades terminou no século XVI, quando as armas de fogo permitiram aos povos sedentários controlar a região. Desde então, Rússia, China e outras potências expandiram pela região e chegaram a assumir a maior parte da Ásia Central no século XIX. Após a Revolução Russa de 1917, a União Soviética retomou a maior parte da Ásia Central; Mongólia e Afeganistão só permaneceram nominalmente independentes, embora a Mongólia manteve-se independente, na prática, era um Estado satélite soviético e as tropas soviéticas invadiram o Afeganistão no final do século XX. As áreas soviéticas da Ásia Central se industrializaram e receberam grandes investimentos em infraestrutura, cultura e educação, além de diminuição da desigualdade e da miséria. Entretanto, algumas culturas locais foram retiradas e houve tensões provocadas por programas de coletivização fracassados, além de notórios problemas ambientais.
Após o colapso da União Soviética, cinco países da Ásia Central, ganharam independência: Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguistão e Tajiquistão. Nestes novos Estados grande parte do poder é detido por oficiais do antigo regime soviético que, com a dissolução da URSS, conseguiram se perpetuar no poder até os dias atuais. As outras regiões da Ásia Central são parte da República Popular da China.


Países
  •  Cazaquistão
  •  Quirguistão
  •  Tajiquistão
  •  Turcomenistão
  •  Uzbequistão
  • Parte dos territórios de:
    •  Afeganistão
    •  China
    •  Índia
    •  Irã
    •  Mongólia
    •  Paquistão
    •  Rússia
Nota: Para as Nações Unidas, enquanto sub-região da Ásia, a Ásia Central compreende apenas o Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Afeganistão.
Fonte: Wikipédia

Mapa da Perseguição

PAÍSES DA ÁSIA CENTRAL PERMANECEM HOSTIS AO CRISTIANISMO
A Ásia Central é uma região repleta por estepes (solos descobertos e áridos), montanhas e desertos, com mudança constante de clima, o que força os movimentos migratórios de seus habitantes. Em algum momento da história, chegou a ter um governo central e muitos países unificados, por volta do século 8. Hoje, porém, se divide em diversos países, sendo os principais: Cazaquistão (34º na atual Classificação), Tajiquistão (23º), Turcomenistão (23º), Uzbequistão (17º) e Quirguistão (49º em 2013).
Partes de alguns outros países chegam a compor também a Ásia Central, como é o caso do Afeganistão (2º), China (27º), Índia (10º), Irã (9º), Mongólia, Paquistão (5º) e Rússia (41º).
Perceba que quase todos esses países fazem parte da atual Classificação da Perseguição Religiosa, compondo a lista das nações que tratam os cristãos com hostilidade. Embora os cidadãos sejam obrigados a migrar de um país para o outro, devido ao clima instável, não existe um local seguro para eles. Para onde eles fugirem, vão encontrar um governo que condena sua religião e sua decisão de seguir a Cristo. De acordo com os relatórios da Portas Abertas, a igreja é relativamente jovem em todas essas nações, então os desafios evangelísticos são inúmeros. Há cerca de 20 anos, pequenas igrejas nativas passaram a existir nesses países que viviam debaixo de um pesado comunismo.
Atualmente, esse não é mais o sistema de governo desses países, o que veio substituir o antigo comunismo é um nacionalismo polarizador e perigoso, que tenta preencher o vácuo do comunismo com sua paranoia ditatorial. Ou seja, não houve muitas mudanças, principalmente para as minorias religiosas. A perseguição é intensa, mas mesmo assim a igreja está crescendo rapidamente. Você sabe do que mais esses cristãos precisam para manter a igreja viva dentro desse clima de repressão? Eles precisam de proteção, principalmente de Deus, além de oportunidades de emprego, pois a vida econômica deles é bem precária. Eles também precisam de treinamento para seus líderes, de forma que estejam preparados para enfrentar a perseguição. Juntos, nós podemos estender as mãos para eles e ajudá-los de várias maneiras, principalmente, orando e intercedendo para que sejam fortes e destemidos na pregação do evangelho. Lembre-se sempre deles em suas orações.
Doe uma Bíblia a um cristão perseguido da Ásia Central
O projeto envolve tradutores e editores que preparam impressos, e-books e livros em diferentes idiomas presentes na Ásia Central. A distribuição é feita com bastante cautela já que a legislação desses países asiáticos é muito rigorosa. Só em 2014, a Portas Abertas distribuiu mais de 3 milhões de Bíblias e livros para a Igreja Perseguida.
Fonte: Portas Abertas


A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª)

A Igreja Perseguida no Afeganistão (2ª) 2ª posição na Classificação de países por perseguição Dados gerais Cap...